Não há

... muitos políticos ou partidos que se intitulem como sendo "populistas". Normalmente esta ideia de se depositar no povo toda a força moral, e a única força aliás, contra a elite é considerada como pejorativa.

No entanto haverá sempre alguém que no seu uso continuado ache que pelo menos algumas formas de populismo são aceitáveis. Isto é, há populismos e populismos. E dirá sempre que o meu populismo é melhor do que o teu porque é do bom, tem origem na boa esquerda. E aqui vai disto, numa forma de reconhecimento de culpa ao invés.

Não basta ter um discurso populista quanto à redistribuição da riqueza, ou relativamente as capacidades socioeconómicas nacionais, segue-se tudo e mais um par de botas desde a formulação da defesa do populismo nacionalista (civilizado?) e logo ao eurocépticismo. Tudo num único pacote. Claro que não sem antes de redefinir a esquerda pela condição necessária para segurar qualquer interpretação fora daquilo que não convém. Não vão outras esquerdas falar em populismo, neste caso do mau?!

Não conhecerão estas a sua história e a sua obrigação de o saber?

As "boas", as esquerdas anti-liberais, justificam a sua vitalidade nos projectos que defendem, aqueles projectos que não são elogiados na comunicação social e de que ninguém fala. Pois obviamente acham que é um sinal que estão no bom caminho que ninguém fale deles.

E nem sequer nisso suspeitam que o populismo que professam é exactissimamente o mesmo que teimam em diferenciar-se.

Não há populismos especiais.

Criado/Created: 16-06-2018 [17:38]

Última actualização/Last updated: 24-06-2020 [09:15]


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(c) Tiago Charters de Azevedo