A metodologia com que começamos

... uma conversa importa, isto é, mesmo que já saibamos tudo (como muitas vezes temos o hábito de admitir), a forma como começamos a conversa é importante. É importante por ser uma conversa, de igual para igual não há outra, mas também porque se quisermos essa conversa pode ser um começo ou uma colaboração.

Todas as conversas deviriam ser fenómenos emergentes e colectivos.

Entre outras coisas que motivaram estas linhas está o método escolhido para discussão pelos irlandeses neste último referendo sobre o aborto (não discuto a outra forma de não conversa tribalista que permitiria dividir as coisas em "nós" e os "outros") e que mais coisa menos coisa serviria muito bem para um qualquer projecto político. Um manifesto haiku, aliás.

Pode ser resumido nestes termos: (1) confiar nos outros, (2) ser honesto, (3) falar com toda a gente e (4) não fazer hipóteses sobre a natureza dos outros e finalmente tomar como verdadeiro o recíproco da expressão "o que é pessoal é político": (5) o que é político tem de ser personalizado.

Claro que é desta ultima parte de que temos que ter cuidado em política, mas para isso temos sempre a velha linha de código (6): GOTO 1

Criado/Created: 01-06-2018 [18:08]

Última actualização/Last updated: 24-06-2020 [09:15]


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(c) Tiago Charters de Azevedo