De tudo ou nada

O português médio pouco ou nada sabe das razões científicas que suportam as tomadas de decisão políticas sobre as restrições que nos temos auto imposto. Mas sabem facilmente prever quais as restrições financeiras do impacto destas restrições. Mas algo me diz que entre salvar aqueles que mais gostam e a economia, de que bramam tantos insensíveis, preferem apoiar os primeiros.

Até porque, para vida de todos os dias, no standard na normalidade, muitos contam com o apoio dos mais velhos para sobreviverem, para levarem os miúdos à escola, para ajudarem com as contas no fim do mês. Se não fosse por isto, por quererem estar com eles mais tempo, diria, por má língua, que é o capitalismo estúpido que os obrigar a esta escolha. Só que não. Eles sabem. Nós sabemos. E ainda bem.

Há positivos e negativos na ação política nas decisões que se tomam acerca do coronavirus, o mesmo acontece com qualquer decisão política.

Podemos afirmar que todos queremos a mesma coisa em simultâneo, prevenir mortes causadas pelo vírus e ter uma economia vibrante justa que garanta empregos e rendimentos. Os governos têm a posição difícil de balancear estas duas posições em paralelo. Garantir a evolução simultânea destas duas vontades populares é sem dúvida o mais difícil. É o desafio político destes tempos.

Criado/Created: 13-05-2020 [16:27]

Última actualização/Last updated: 24-06-2020 [09:15]


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(c) Tiago Charters de Azevedo