Não tenho dúvidas

... que esta medida da redução do preço dos passes em Lisboa dirigida aos agregados de menores rendimentos levará a uma redução no número de carros circulantes, mas também agradará ao status quo que usa o carro particular na cidade.

Esses aplaudiram a medida eleitoralista.

Nesse sentido é um win-win (há um terceiro win mais à frente) conquista votos à esquerda apoiando e reduzindo o custo do transporte na cidade para os agregados familiares de menores rendimentos mas mantendo o privilégio dos que sempre usaram o transporte particular para se deslocarem na cidade apoiados pelos lisboetas de direita. No mínimo uma opção política nada socialista.

Nem ao argumento ecologista é dada a honestidade que tanto apregoa, já não falo no prémio Capital Europeia Verde de 2020.

Qualquer proposta de mobilidade nas cidades que não inclua explicitamente a redução e restrição na utilização do automóvel particular na cidade é falta de coragem política.

Nâo esquecer que o voto dos progressista também foi assegurado (ou não, este é o terceiro win) pela implementação dos três principais serviços de mobilidade partilhada. Mas é tão óbvia a jogada... Se não veja-se lá a zona de exclusão de 3 serviços de mobilidade partilhada em Lisboa GIRA, EMOV e DRIVENOW.

O futuro está mal distribuído.

A descarbonificação da cidade, a mobilidade suave e a sustentabilidade ecológica e o desincentivo ao uso do automóvel particular com um parque de estacionamento automóvel no centro da cidade no Arco do Cego?

Em votos, quanto vale tudo isto?

Criado/Created: 02-09-2018 [15:28]

Última actualização/Last updated: 24-06-2020 [09:15]


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(c) Tiago Charters de Azevedo