Não deixa de ser curioso

... e de uma reveladora estupidez colectiva que o monopólio do transporte nas cidades seja o carro individual e que usando combustíveis fósseis nos permite apenas circular à velocidade média a que se viaja de bicicleta. Qualquer coisa como 25 km/h.

Parece ser verdade a ideia que ultrapassar o limite máximo de velocidade que se obtém usando apenas os músculos próprios numa solução de mobilidade nas cidades acarreta um maior preço para a generalidade daqueles que querem ir de um lado para o outro e que querem deslocar-se a uma maior velocidade.

A alternativa obviamente não passa por se usar um carro eléctrico, nem mesmo esses permitem dissolver a condição anterior. Aliás se o argumento fosse apenas o custo na compra e manutenção, formalizando a medida do custo em "tempo de trabalho para se percorrer um quilometro", sai sempre mais barato andar de bicicleta eléctrica do que andar de carro eléctrico. Isto é, temos de trabalhar menos para percorrer uma mesma distância se andarmos de bicicleta.

Num artigo intitulado The small, silent revolution that could change your commute do World Economic Forum temos parte da resposta. Para o carro eléctrico temos de trabalhar 240s para podermos percorrer 1km (240 s/km) e 36s/km para uma e-bike.

Parece-me óbvio que os carros eléctricos, assim como os carros "normais", nos tiram muito mais do nosso tempo precioso, e do que o nosso tempo, do que as bicicletas ;)

Agora imaginem bicicletas normais.

Toca a pedalar!

Criado/Created: 09-06-2018 [18:21]

Última actualização/Last updated: 24-06-2020 [09:15]


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(c) Tiago Charters de Azevedo